9 de abril de 2020

Escutem os especialistas, ignorem os idiotas

Em meados dos anos 1950, sem o mesmo rigor trabalhado atualmente, a indústria farmacêutica estava certa de que era seguro receitar talidomida para grávidas não mais sentirem enjoos matinais. Após 8 anos, com 46 países comercializando o produto, o sedativo foi retirado de circulação. Até 1962, mais de 10 mil bebês tinham nascido com má formação nas pernas e braços em decorrência do uso da droga. Na época, como o FDA exigiu testes mais firmes, os Estados Unidos escaparam da tragédia. Mas Alemanha, Reino Unido, Austrália e Brasil vivenciaram o drama. Desde então, o caso é exemplo da necessidade dos devidos testes de laboratório antes de uma medicação ser lançada no mercado.

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14 de abril de 2020

É um erro apostar em acertos de Bolsonaro

Passadas 48 horas, ficou ainda mais nítido que a entrevista de Luiz Henrique Mandetta no último domingo foi uma forma de forçar a própria demissão, algo que ele nega. No cálculo equivocado do ministro da Saúde, a queda dele faria com que milagrosamente Jair Bolsonaro se tornasse a pessoa responsável que não foi por 65 anos de vida.

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11 de maio de 2020

O Palácio do Planalto articulou projeto do juiz que salvou Bolsonaro da apresentação do exame

Em apenas 49 dias, um site com resultados do jogo do bicho exibiu exatos 319.092 anúncios pagos pelo governo Bolsonaro. Mas essa não é a primeira vez que o sobrenome da família presidencial divide o noticiário com o jogo de azar. Adriano da Nóbrega, miliciano morto em fevereiro cujas esposa e mãe recebiam salário do gabinete de Flávio Bolsonaro, trabalhava para um bicheiro quando, nos anos 2000, passou a receber elogios públicos do pai do senador.

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29 de maio de 2020

A “ABIN paralela” existe e é tocada do Planalto por um coronel

Um semestre antes da eleição presidencial de 2018, Luiz Fux garantia que um candidato eleito com a divulgação de notícias falsas poderia ser cassado, com a eleição vindo a ser anulada. Mas toda a estrutura montada pelo ainda presidente do Tribunal Superior Eleitoral, juntamente com a ABIN, o Exército e a Polícia Federal, não conseguiu impedir que Jair Bolsonaro se tornasse presidente do Brasil alicerçado por todo um cardápio de mentiras.

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23 de junho de 2020

Governo Bolsonaro: o começo do fim?

Nem passa pela minha cabeça. O nosso presidente se chama Jair Bolsonaro, seu primeiro governo vai até 2022. E, se o povo brasileiro assim o quiser, ele prossegue até 2026“. As aspas partiram de Hamilton Mourão ao responder se estava preparado para eventualmente assumir a Presidência da República. O mais estranho, contudo, é o vice-presidente precisar oferecer esse tipo de garantia num governo que ainda não completou um ano e meio de mandato.

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