24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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27 de abril de 2020

Mais da metade do país concorda com o impeachment de Bolsonaro

Para o comando da Polícia Federal, Jair Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, nome de confiança que, com Carlos Bolsonaro, havia tentado montar uma espécie de “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto. Para a vaga que Sergio Moro deixou livre no Ministério da Justiça, o presidente sondou Ives Gandra Filho, e chegou a se decidir Jorge Oliveira, que atuava como secretário geral da Presidência da República, mas num passado recente chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro. Contudo, vem prometendo surpresas, e o nome de André Mendonça, atual advogado-geral da União, corre por fora como alternativa.

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5 de maio de 2020

Moro economiza, mas confirma a interferência de Bolsonaro na PF

Ontem, enquanto o Brasil ainda digeria mais uma participação do presidente da República em manifestações golpistas, Jair Bolsonaro se encontrava fora da agenda com Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Em 2009, o próprio Major Curió apresentou documentos sobre 41 guerrilheiros que, mesmo rendidos, foram executados pelo Exército na ditadura militar. Denunciado meia dúzia de vezes pela participação nos assassinatos, o tenente-coronel reformado chegou aos 85 anos blindado pela Lei de Anistia. Sobre o encontro em Brasília, um dos filhos de Curió comentou nas redes sociais: “dia de dois amigos se encontrarem e dizer FORÇA“.

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15 de maio de 2020

O que fez Nelson Teich, ministro da Saúde, pedir demissão

Ainda ontem, Jair Bolsonaro garantia a um grupo de empresários que não tinha problemas com Nelson Teich. Mas que, por ordem do presidente da República, o Ministério da Saúde iria alterar o protocolo para que a cloroquina fosse utilizada também em pacientes com sintomas leves de covid-19. O ministro, no entanto, ouviu de todos os hospitais consultados que não era recomendado o uso de medicamento tão complicado nos casos mais simples da doença. Diante da instransigência do chefe, Teich pediu demissão quatro semanas após assumir a pasta — o que voltou a provocar panelaços.

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20 de maio de 2020

A aliança com o centrão prova que o governo Mourão pode acontecer

Ontem, o monitoramento da covid-19 superou pela primeira vez no Brasil a marca de mil óbitos em um único dia. Como bem apontou o roteirista Antonio Tabet, as 1.179 mortes equivaliam à soma de outras tragédias que pararam o país, como o rompimento das barragens de Brumadinho (270 vítimas fatais), o incêndio na boate Kiss (242), a queda do voo da Air France (228), a queda do avião da TAM (199), o massacre de Carandiru (111), a queda da aeronave da Chapecoense (71), a explosão no Osasco Plaza Shopping (40), o incêndio no Flamengo (10) e a chacina da Candelária (8). Mesmo assim, a primeira imagem que os brasileiros tiveram do presidente da República exibia Jair Bolsonaro sorridente fazendo um trocadilho de graça questionável com as palavras “cloroquina” e “Tubaína”, o que rendeu protesto da marca.

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