24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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18 de maio de 2020

O que PF e MPF fizeram na eleição passada

A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências”. Com essas palavras, em 15 de agosto de 2018, Sergio Moro adiou para novembro daquele ano o depoimento que Lula, na condição bizarra de presidiário presidenciável, daria à Lava Jato. A operação, segundo um dos integrantes que a chefiava, via em Jair Bolsonaro um mal menor. Faltando cinco dias para a votação do primeiro turno, contudo, o mesmo juiz federal derrubou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, uma colaboração excepcionalmente acordada com a própria Polícia Federal.

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26 de maio de 2020

Jair Bolsonaro não vai se tornar democrata aos 65 anos de idade

A tarde já virava noite quando, ontem, Jair Bolsonaro soltou uma nota num tom sóbrio ainda desconhecido da parte do presidente da República. Nos sete tópicos, garantias democráticas que não precisariam ser dadas por um verdadeiro democrata. A jogada é manjada: após a arbitrariedade, vem um leve recuo que apenas serve de impulso à arbitrariedade seguinte. Mesmo assim, o texto dividiu o noticiário com manchetes nas quais os membros do STF abdicavam de processar Abraham Weintraub pela fala golpista da reunião ministerial de 22 de abril, e Celso de Mello arquivava a notícia-crime pelo uso não consentido da assinatura de Sergio Moro quando da exoneração de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal.

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28 de maio de 2020

Os chiliques golpistas de Bolsonaro já não assustam como antes

O Vakinha retirou do ar o crowdfunding de um projeto extremista que já havia arrecado mais de R$ 70 mil em doações. Contudo, o serviço vem tardando em explicar se mesmo assim a fortuna será entregue à militante que adotou como pseudônimo uma referência nazista. Trata-se da mesma criatura que, no alvo do inquérito tocado pelo STF contra a disseminação de notícias falsas, insistira nas ameaças a Alexandre de Moraes. O ministro já pediu providências à PGR, que deve mandar o caso à primeira instância visto que a dita cuja não possui foro privilegiado (ainda).

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