5 de maio de 2020

Moro economiza, mas confirma a interferência de Bolsonaro na PF

Ontem, enquanto o Brasil ainda digeria mais uma participação do presidente da República em manifestações golpistas, Jair Bolsonaro se encontrava fora da agenda com Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Em 2009, o próprio Major Curió apresentou documentos sobre 41 guerrilheiros que, mesmo rendidos, foram executados pelo Exército na ditadura militar. Denunciado meia dúzia de vezes pela participação nos assassinatos, o tenente-coronel reformado chegou aos 85 anos blindado pela Lei de Anistia. Sobre o encontro em Brasília, um dos filhos de Curió comentou nas redes sociais: “dia de dois amigos se encontrarem e dizer FORÇA“.

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8 de maio de 2020

Com quase 10 mil mortos por covid-19, Bolsonaro agenda churrasco

Desde o Natal do ano passado, o perfil de Eduardo Villa Bôas no Twitter foi atualizado por apenas onze oportunidades. É compreensível, uma vez que ex-comandante do Exército sofre de esclerose lateral amiotrófica em estágio avançado. Há pouco mais de mês, contudo, o general havia se pronunciando em concordância com a narrativa presidencial de que é preciso acabar com o isolamento social. Hoje, publicou nota sobre a entrevista concedida por Regina Duarte.

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13 de maio de 2020

Sergio Moro e Jair Bolsonaro disputam o controle da narrativa

Uma semana antes, por um canal governista, os primeiros detalhes adiantavam que carecia de “bala de prata” o depoimento dado por Sergio Moro à Polícia Federal. Ontem, por jornalistas que se habituaram a cobrir de perto a Lava Jato, os primeiros relatos sobre o vídeo que comprovaria a ingerência de Jair Bolsonaro na PF destacavam a descoberta da tal “bala de prata“.

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18 de maio de 2020

O que PF e MPF fizeram na eleição passada

A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências”. Com essas palavras, em 15 de agosto de 2018, Sergio Moro adiou para novembro daquele ano o depoimento que Lula, na condição bizarra de presidiário presidenciável, daria à Lava Jato. A operação, segundo um dos integrantes que a chefiava, via em Jair Bolsonaro um mal menor. Faltando cinco dias para a votação do primeiro turno, contudo, o mesmo juiz federal derrubou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, uma colaboração excepcionalmente acordada com a própria Polícia Federal.

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