29 de abril de 2020

A conta dos óbitos por covid-19 já está no colo de Bolsonaro

Jair Bolsonaro estava confiante no sucesso da nomeação de Alexandre Ramagem, homem indicado por Carlos Bolsonaro para o comando da Polícia Federal. O presidente da República já adiantava que seria reaberta a investigação sobre o atentado que sofreu na eleição de 2018. Eduardo Bolsonaro, com o testemunho de uma entidade que para ele fez campanha, garantia que a corporação não sofria interferência política. E a esposa do nomeado colecionava ataques a João Doria e Rodrigo Maia nas redes sociais. Mas os bolsolavistas não contavam com a astúcia de Alexandre de Moraes.

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4 de maio de 2020

Bolsonaro interferiu na PF exatamente como Moro alertou

Ainda que contasse com o apoio de Dias Toffoli, o cerco ao governo Bolsonaro não dava descanso nem no feriadão. No sábado, contrariando o Itamaraty, Luís Roberto Barroso suspendeu a expulsão de diplomatas venezuelanos. Nas redes sociais, a imprensa lembrava a paródia cantada na campanha de 2018 por Augusto Heleno contra o mesmo centrão que hoje Jair Bolsonaro compra com cargos públicos. E, após uma plantonista suspender por 5 dias a decisão que obrigava o presidente da República a exibir o laudo comprovando que jamais teve covid-19, o presidente do TRF-3 negou o recurso da Advocacia-Geral da União contra a divulgação dos exames.

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8 de maio de 2020

Com quase 10 mil mortos por covid-19, Bolsonaro agenda churrasco

Desde o Natal do ano passado, o perfil de Eduardo Villa Bôas no Twitter foi atualizado por apenas onze oportunidades. É compreensível, uma vez que ex-comandante do Exército sofre de esclerose lateral amiotrófica em estágio avançado. Há pouco mais de mês, contudo, o general havia se pronunciando em concordância com a narrativa presidencial de que é preciso acabar com o isolamento social. Hoje, publicou nota sobre a entrevista concedida por Regina Duarte.

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14 de maio de 2020

Dilma Rousseff começou a cair quando o vice se deu a escrever carta

Em mais uma derrota para as narrativas presidenciais, o ex-superintendente Carlos Henrique Oliveira garantiu que a segurança da família Bolsonaro não é feita pela Polícia Federal, mas pelo Gabinete de Segurança Institucional, aquele chefiado por Augusto Heleno. Noutra derrota, um segundo inquérito concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho quando, em 2018, esfaqueou Jair Bolsonaro. Numa terceira, os diálogos por WhatsApp deixam cristalino que a deputada federal Carla Zambelli intercedia junto a Sergio Moro em nome do Palácio do Planalto. Numa quarta, somaram 19 familiares do presidente da República sob investigação no Rio de Janeiro.

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18 de maio de 2020

O que PF e MPF fizeram na eleição passada

A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências”. Com essas palavras, em 15 de agosto de 2018, Sergio Moro adiou para novembro daquele ano o depoimento que Lula, na condição bizarra de presidiário presidenciável, daria à Lava Jato. A operação, segundo um dos integrantes que a chefiava, via em Jair Bolsonaro um mal menor. Faltando cinco dias para a votação do primeiro turno, contudo, o mesmo juiz federal derrubou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, uma colaboração excepcionalmente acordada com a própria Polícia Federal.

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