8 de abril de 2020

Bolsonaro, um presidente focado em atrapalhar o próprio governo

Na segunda-feira, a revista Veja publicou que, para forjar um cenário que justifique a demissão de Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaroliberou o núcleo ideológico vinculado ao chamado gabinete do ódio a vasculhar o passado do ministro de modo a identificar supostos pecados“. Por isso, não causou espanto quando, ontem, o Jornal Nacional reservou 77 segundos para o ministro da Saúde “condenar a enxurrada de fake news nas redes sociais sobre a doença e a atuação do Ministério da Saúde“.

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15 de abril de 2020

Com 408 mortos em dois dias, Bolsonaro segue focado na reeleição

Em “A Tormenta de Espadas“, terceiro livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo“, Tywin Lannister alerta o jovem tirano Joffrey Baratheon de que, se um homem precisa gritar que é rei, esse homem nada tem de rei. Ontem, em reunião ministerial, Jair Bolsonaro precisou lembrar os próprio ministros de que continua presidente da República. Era um recado a Luiz Henrique Mandetta, cuja demissão mais uma vez foi antecipada nas manchetes uma vez que o ministro da Saúde perdeu o apoio da ala fardada do Palácio do Planalto. A fritura está tão explícita que, na manhã de hoje, até vídeo com crítica ao próprio ministro foi compartilhado no perfil presidencial.

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22 de abril de 2020

Para se blindar do impeachment, Bolsonaro aderiu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticava

No domingo, dia 19, Jair Bolsonaro protagonizou um discurso golpista em Brasília. Na terça, dia 21, o Datafolha percebeu que, em decorrência da distribuição de R$ 600 como auxílio emergencial, aquele que Carlos Bolsonaro chamou de socialista, a avaliação do presidente não vem sofrendo grandes estragos. Em outras palavras, ficou claro que, com dinheiro no bolso, a democracia que lute.

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27 de abril de 2020

Mais da metade do país concorda com o impeachment de Bolsonaro

Para o comando da Polícia Federal, Jair Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, nome de confiança que, com Carlos Bolsonaro, havia tentado montar uma espécie de “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto. Para a vaga que Sergio Moro deixou livre no Ministério da Justiça, o presidente sondou Ives Gandra Filho, e chegou a se decidir Jorge Oliveira, que atuava como secretário geral da Presidência da República, mas num passado recente chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro. Contudo, vem prometendo surpresas, e o nome de André Mendonça, atual advogado-geral da União, corre por fora como alternativa.

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5 de maio de 2020

Moro economiza, mas confirma a interferência de Bolsonaro na PF

Ontem, enquanto o Brasil ainda digeria mais uma participação do presidente da República em manifestações golpistas, Jair Bolsonaro se encontrava fora da agenda com Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Em 2009, o próprio Major Curió apresentou documentos sobre 41 guerrilheiros que, mesmo rendidos, foram executados pelo Exército na ditadura militar. Denunciado meia dúzia de vezes pela participação nos assassinatos, o tenente-coronel reformado chegou aos 85 anos blindado pela Lei de Anistia. Sobre o encontro em Brasília, um dos filhos de Curió comentou nas redes sociais: “dia de dois amigos se encontrarem e dizer FORÇA“.

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