30 de março de 2020

Pode morrer 12 vezes mais brasileiros com o modelo de Bolsonaro

Luiz Henrique Mandetta tentou emparedar Jair Bolsonaro. O ministro da Saúde perguntou se “estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos“; prometeu que, enquanto for ministro, irá contrariar qualquer ordem não baseada em dados técnicos; e sentenciou que os manifestantes que participarem de carreatas contra o confinamento entrarão em quarentena em até duas semanas. Ao mesmo tempo, faltou a uma reunião de 50 ministros da Saúde com a Organização Mundial de Saúde, e pagou pedágio ao chefe ao chamar de sórdida a imprensa, o que rendeu uma resposta firme do jornalismo da Rede Globo.

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1 de abril de 2020

Um governo em que todo dia é dia da mentira

Pelo menos não falou do golpe“. Com estas palavras, a economista Elena Landau encontrou o que celebrar após o pronunciamento de Jair Bolsonaro desencadear o mais barulhento panelaço em quinze noites seguidas de protesto. Minutos depois, contudo, o presidente da República usava o Facebook para negar que o Brasil havia sofrido um autogolpe exatos 56 anos antes – o que só faz sentido na cabeça de quem tem rabo preso com a história.

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3 de abril de 2020

É possível derrotar a fábrica de mentiras de Bolsonaro

Acuado por semanas seguidas de panelaços, o gabinete do ódio tem trabalhado na potência máxima. No Twitter, mais da metade das mensagens favoráveis a Jair Bolsonaro são publicadas por robôs. O próprio presidente da República, como se não conhecesse as dificuldades do SUS, deu-se a dizer que desconhece no país qualquer hospital que esteja lotado. E, numa incômoda reincidência, a deputada federal Bia Kicis segue publicando notícias falsas de forma a beneficiar a narrativa presidencial.

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24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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28 de abril de 2020

Ministério da Justiça: sai aliado da Lava Jato, entra aliado de Dias Toffoli

Na quinta, dia 23, o perfil oficial de Lula publicou no Twitter que “é preciso começar o Fora Bolsonaro“. Contudo, no domingo, veio a notícia de que o ex-presidente “participou de uma reunião com a executiva nacional do partido na qual ficou decidido que a legenda não entraria isoladamente com um pedido de impeachment“. Também no domingo, argumentando que se tratava de “mera coincidência“, o advogado de Flávio Bolsonaro se encontrou com Jair Bolsonaro, mas negou que estivesse interferindo na definição do novo ministro da Justiça.

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