9 de abril de 2020

Escutem os especialistas, ignorem os idiotas

Em meados dos anos 1950, sem o mesmo rigor trabalhado atualmente, a indústria farmacêutica estava certa de que era seguro receitar talidomida para grávidas não mais sentirem enjoos matinais. Após 8 anos, com 46 países comercializando o produto, o sedativo foi retirado de circulação. Até 1962, mais de 10 mil bebês tinham nascido com má formação nas pernas e braços em decorrência do uso da droga. Na época, como o FDA exigiu testes mais firmes, os Estados Unidos escaparam da tragédia. Mas Alemanha, Reino Unido, Austrália e Brasil vivenciaram o drama. Desde então, o caso é exemplo da necessidade dos devidos testes de laboratório antes de uma medicação ser lançada no mercado.

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14 de abril de 2020

É um erro apostar em acertos de Bolsonaro

Passadas 48 horas, ficou ainda mais nítido que a entrevista de Luiz Henrique Mandetta no último domingo foi uma forma de forçar a própria demissão, algo que ele nega. No cálculo equivocado do ministro da Saúde, a queda dele faria com que milagrosamente Jair Bolsonaro se tornasse a pessoa responsável que não foi por 65 anos de vida.

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30 de abril de 2020

A Justiça cerca Bolsonaro e aliados por ao menos seis frentes

Só hoje noticiaram que, ainda em 27 de março, Jair Bolsonaro estimulou uma carreata contra a quarentena em Manaus, primeira cidade brasileira onde o sistema de saúde entraria em colapso por causa da covid-19. Na época, a doença já havia feito 321 vítimas fatais no Brasil. De lá para cá, também chamou atenção a situação de Blumenau. Atendendo a determinação feita 9 dias antes por Carlos Moisés, governador eleito pelo mesmo PSL que já abrigou o presidente da República, os shoppings reabriram no dia 22 de abril. Seis dias depois, crescia em 98% os casos de novo coronavírus na cidade catarinense.

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12 de maio de 2020

Contra impeachment, Bolsonaro topa até golpe militar

No último 22 de abril, o descobrimento do Brasil completou 520 anos. Mas, para a atual geração, trata-se da data em que Jair Bolsonaro cometeu a performance que tem tudo para custar-lhe a Presidência da República. Múltiplas fontes confirmaram a múltiplos veículos que o vídeo da reunião ministerial, aquele apontado por Sergio Moro como prova da interferência do chefe na Polícia Federal, é uma “bala de pratadevastadora.

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14 de maio de 2020

Dilma Rousseff começou a cair quando o vice se deu a escrever carta

Em mais uma derrota para as narrativas presidenciais, o ex-superintendente Carlos Henrique Oliveira garantiu que a segurança da família Bolsonaro não é feita pela Polícia Federal, mas pelo Gabinete de Segurança Institucional, aquele chefiado por Augusto Heleno. Noutra derrota, um segundo inquérito concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho quando, em 2018, esfaqueou Jair Bolsonaro. Numa terceira, os diálogos por WhatsApp deixam cristalino que a deputada federal Carla Zambelli intercedia junto a Sergio Moro em nome do Palácio do Planalto. Numa quarta, somaram 19 familiares do presidente da República sob investigação no Rio de Janeiro.

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