6 de março de 2020

Tudo por um pibinho

Desculpa não faltou. Paulo Guedes argumentou que o Brasil já tinha praticamente estagnado entre os governos Temer e Bolsonaro. Embanando-se com a própria narrativa de que um dólar alto seria positivo para o país, disse que a moeda americana só superaria os cinco reais caso o governo fizesse “muita besteira“. E, como não poderia deixar de ser, culpou a imprensa por mais uma cotação nominal recorde – o que carece de lógica.

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9 de março de 2020

Clima de fim do mundo

Após uma dúzia de altas seguidas, a cotação do dólar fechou a sexta-feira em baixa. Mas, desde a noite de domingo, o Brasil sabia que um tsunami financeiro viajava da Ásia ao Ocidente. Assim que os trabalhos se iniciaram nesta segunda, a moeda americana saltou de R$ 4,63 para R$ 4,79 abruptamente. As ações da Petrobras recuaram mais de 21% e, pela sexta vez na história, o Ibovespa recorreu ao circuit breaker – dispositivo que interrompe as atividades quando a baixa supera os 10% em relação ao pregão anterior.

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10 de março de 2020

Bolsonaro não pôs em dúvida a eleição de 2018, mas a de 2022

Ontem, com a bolsa de valores vivendo a maior turbulência em 21 anos, o dólar quebrando mais um recorde nominal, a Itália somando 463 mortos em decorrência do covid-19, e o Brasil confirmando o 25º caso de um surto de novo coronavírus que se iniciou justamente de brasileiros que visitaram a Itália, o presidente da República, sem apresentar as provas que alegava ter, disse nos Estados Unidos que a eleição que o colocou no comando do país fora fraudada de forma a confirmar apenas no segundo turno uma vitória que teria ocorrido ainda no primeiro. Sim, é de acabar o fôlego.

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11 de março de 2020

Os trovões da tempestade perfeita

Ainda ontem, Jair Bolsonaro disse que o novo coronavírus não é “isso tudo que a mídia propaga“. Hoje, a Organização Mundial de Saúde declarou que a covid-19 se espalhou de tal forma que já é considerada uma pandemia.

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12 de março de 2020

Deus não teve misericórdia desta nação

Ainda na tarde de ontem, Jair Bolsonaro minimizava a situação ao afirmar que “outras gripes mataram mais” do que a covid-19. Em paralelo, a imprensa noticiava que Fabio Wajngarten voltou dos Estados Unidos sob a suspeita de ter sido infectado pelo novo coronavírus. O que rendeu mais uma resposta boçal do secretário de Comunicação do presidente da República:

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