22 de abril de 2020

Para se blindar do impeachment, Bolsonaro aderiu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticava

No domingo, dia 19, Jair Bolsonaro protagonizou um discurso golpista em Brasília. Na terça, dia 21, o Datafolha percebeu que, em decorrência da distribuição de R$ 600 como auxílio emergencial, aquele que Carlos Bolsonaro chamou de socialista, a avaliação do presidente não vem sofrendo grandes estragos. Em outras palavras, ficou claro que, com dinheiro no bolso, a democracia que lute.

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24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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28 de abril de 2020

Ministério da Justiça: sai aliado da Lava Jato, entra aliado de Dias Toffoli

Na quinta, dia 23, o perfil oficial de Lula publicou no Twitter que “é preciso começar o Fora Bolsonaro“. Contudo, no domingo, veio a notícia de que o ex-presidente “participou de uma reunião com a executiva nacional do partido na qual ficou decidido que a legenda não entraria isoladamente com um pedido de impeachment“. Também no domingo, argumentando que se tratava de “mera coincidência“, o advogado de Flávio Bolsonaro se encontrou com Jair Bolsonaro, mas negou que estivesse interferindo na definição do novo ministro da Justiça.

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29 de abril de 2020

A conta dos óbitos por covid-19 já está no colo de Bolsonaro

Jair Bolsonaro estava confiante no sucesso da nomeação de Alexandre Ramagem, homem indicado por Carlos Bolsonaro para o comando da Polícia Federal. O presidente da República já adiantava que seria reaberta a investigação sobre o atentado que sofreu na eleição de 2018. Eduardo Bolsonaro, com o testemunho de uma entidade que para ele fez campanha, garantia que a corporação não sofria interferência política. E a esposa do nomeado colecionava ataques a João Doria e Rodrigo Maia nas redes sociais. Mas os bolsolavistas não contavam com a astúcia de Alexandre de Moraes.

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30 de abril de 2020

A Justiça cerca Bolsonaro e aliados por ao menos seis frentes

Só hoje noticiaram que, ainda em 27 de março, Jair Bolsonaro estimulou uma carreata contra a quarentena em Manaus, primeira cidade brasileira onde o sistema de saúde entraria em colapso por causa da covid-19. Na época, a doença já havia feito 321 vítimas fatais no Brasil. De lá para cá, também chamou atenção a situação de Blumenau. Atendendo a determinação feita 9 dias antes por Carlos Moisés, governador eleito pelo mesmo PSL que já abrigou o presidente da República, os shoppings reabriram no dia 22 de abril. Seis dias depois, crescia em 98% os casos de novo coronavírus na cidade catarinense.

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