7 de abril de 2020

Na prática, Bolsonaro sofreu uma intervenção militar

A notícia de que Jair Bolsonaro se decidira pela demissão do ministro da Saúde foi recebida nas redes sociais com cautela. Afinal, havia o risco de tudo não passar de uma mentira disseminada com o objetivo de humilhar a imprensa, uma jogada manjada do manual de Steve Bannon. Mas o terceiro ato não se concretizou, e o presidente da República não veio a público chamar de “fake news” as informações sobre a substituição de Luiz Henrique Mandetta por Osmar Terra.

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9 de abril de 2020

Escutem os especialistas, ignorem os idiotas

Em meados dos anos 1950, sem o mesmo rigor trabalhado atualmente, a indústria farmacêutica estava certa de que era seguro receitar talidomida para grávidas não mais sentirem enjoos matinais. Após 8 anos, com 46 países comercializando o produto, o sedativo foi retirado de circulação. Até 1962, mais de 10 mil bebês tinham nascido com má formação nas pernas e braços em decorrência do uso da droga. Na época, como o FDA exigiu testes mais firmes, os Estados Unidos escaparam da tragédia. Mas Alemanha, Reino Unido, Austrália e Brasil vivenciaram o drama. Desde então, o caso é exemplo da necessidade dos devidos testes de laboratório antes de uma medicação ser lançada no mercado.

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14 de abril de 2020

É um erro apostar em acertos de Bolsonaro

Passadas 48 horas, ficou ainda mais nítido que a entrevista de Luiz Henrique Mandetta no último domingo foi uma forma de forçar a própria demissão, algo que ele nega. No cálculo equivocado do ministro da Saúde, a queda dele faria com que milagrosamente Jair Bolsonaro se tornasse a pessoa responsável que não foi por 65 anos de vida.

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24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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30 de abril de 2020

A Justiça cerca Bolsonaro e aliados por ao menos seis frentes

Só hoje noticiaram que, ainda em 27 de março, Jair Bolsonaro estimulou uma carreata contra a quarentena em Manaus, primeira cidade brasileira onde o sistema de saúde entraria em colapso por causa da covid-19. Na época, a doença já havia feito 321 vítimas fatais no Brasil. De lá para cá, também chamou atenção a situação de Blumenau. Atendendo a determinação feita 9 dias antes por Carlos Moisés, governador eleito pelo mesmo PSL que já abrigou o presidente da República, os shoppings reabriram no dia 22 de abril. Seis dias depois, crescia em 98% os casos de novo coronavírus na cidade catarinense.

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