14 de abril de 2020

É um erro apostar em acertos de Bolsonaro

Passadas 48 horas, ficou ainda mais nítido que a entrevista de Luiz Henrique Mandetta no último domingo foi uma forma de forçar a própria demissão, algo que ele nega. No cálculo equivocado do ministro da Saúde, a queda dele faria com que milagrosamente Jair Bolsonaro se tornasse a pessoa responsável que não foi por 65 anos de vida.

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15 de abril de 2020

Com 408 mortos em dois dias, Bolsonaro segue focado na reeleição

Em “A Tormenta de Espadas“, terceiro livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo“, Tywin Lannister alerta o jovem tirano Joffrey Baratheon de que, se um homem precisa gritar que é rei, esse homem nada tem de rei. Ontem, em reunião ministerial, Jair Bolsonaro precisou lembrar os próprio ministros de que continua presidente da República. Era um recado a Luiz Henrique Mandetta, cuja demissão mais uma vez foi antecipada nas manchetes uma vez que o ministro da Saúde perdeu o apoio da ala fardada do Palácio do Planalto. A fritura está tão explícita que, na manhã de hoje, até vídeo com crítica ao próprio ministro foi compartilhado no perfil presidencial.

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24 de abril de 2020

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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27 de abril de 2020

Mais da metade do país concorda com o impeachment de Bolsonaro

Para o comando da Polícia Federal, Jair Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, nome de confiança que, com Carlos Bolsonaro, havia tentado montar uma espécie de “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto. Para a vaga que Sergio Moro deixou livre no Ministério da Justiça, o presidente sondou Ives Gandra Filho, e chegou a se decidir Jorge Oliveira, que atuava como secretário geral da Presidência da República, mas num passado recente chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro. Contudo, vem prometendo surpresas, e o nome de André Mendonça, atual advogado-geral da União, corre por fora como alternativa.

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28 de abril de 2020

Ministério da Justiça: sai aliado da Lava Jato, entra aliado de Dias Toffoli

Na quinta, dia 23, o perfil oficial de Lula publicou no Twitter que “é preciso começar o Fora Bolsonaro“. Contudo, no domingo, veio a notícia de que o ex-presidente “participou de uma reunião com a executiva nacional do partido na qual ficou decidido que a legenda não entraria isoladamente com um pedido de impeachment“. Também no domingo, argumentando que se tratava de “mera coincidência“, o advogado de Flávio Bolsonaro se encontrou com Jair Bolsonaro, mas negou que estivesse interferindo na definição do novo ministro da Justiça.

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