15 de abril de 2020

Com 408 mortos em dois dias, Bolsonaro segue focado na reeleição

Em “A Tormenta de Espadas“, terceiro livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo“, Tywin Lannister alerta o jovem tirano Joffrey Baratheon de que, se um homem precisa gritar que é rei, esse homem nada tem de rei. Ontem, em reunião ministerial, Jair Bolsonaro precisou lembrar os próprio ministros de que continua presidente da República. Era um recado a Luiz Henrique Mandetta, cuja demissão mais uma vez foi antecipada nas manchetes uma vez que o ministro da Saúde perdeu o apoio da ala fardada do Palácio do Planalto. A fritura está tão explícita que, na manhã de hoje, até vídeo com crítica ao próprio ministro foi compartilhado no perfil presidencial.

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7 de maio de 2020

Maia, Davi, Toffoli e Aras: a história não esquecerá os omissos

Com a esquerda no poder, quem reclama do isolamento social na Argentina é a oposição. Mas Alberto Fernández tem um ótimo argumento para defender a política adotada pelo próprio governo: enquanto a covid-19 matou menos de 300 argentinos, no país em que Jair Bolsonaro encampa o discurso dos empresários mais aloprados, o total de vítimas fatais já supera as 9 mil.

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8 de maio de 2020

Com quase 10 mil mortos por covid-19, Bolsonaro agenda churrasco

Desde o Natal do ano passado, o perfil de Eduardo Villa Bôas no Twitter foi atualizado por apenas onze oportunidades. É compreensível, uma vez que ex-comandante do Exército sofre de esclerose lateral amiotrófica em estágio avançado. Há pouco mais de mês, contudo, o general havia se pronunciando em concordância com a narrativa presidencial de que é preciso acabar com o isolamento social. Hoje, publicou nota sobre a entrevista concedida por Regina Duarte.

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14 de maio de 2020

Dilma Rousseff começou a cair quando o vice se deu a escrever carta

Em mais uma derrota para as narrativas presidenciais, o ex-superintendente Carlos Henrique Oliveira garantiu que a segurança da família Bolsonaro não é feita pela Polícia Federal, mas pelo Gabinete de Segurança Institucional, aquele chefiado por Augusto Heleno. Noutra derrota, um segundo inquérito concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho quando, em 2018, esfaqueou Jair Bolsonaro. Numa terceira, os diálogos por WhatsApp deixam cristalino que a deputada federal Carla Zambelli intercedia junto a Sergio Moro em nome do Palácio do Planalto. Numa quarta, somaram 19 familiares do presidente da República sob investigação no Rio de Janeiro.

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18 de maio de 2020

O que PF e MPF fizeram na eleição passada

A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências”. Com essas palavras, em 15 de agosto de 2018, Sergio Moro adiou para novembro daquele ano o depoimento que Lula, na condição bizarra de presidiário presidenciável, daria à Lava Jato. A operação, segundo um dos integrantes que a chefiava, via em Jair Bolsonaro um mal menor. Faltando cinco dias para a votação do primeiro turno, contudo, o mesmo juiz federal derrubou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, uma colaboração excepcionalmente acordada com a própria Polícia Federal.

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