6 de março de 2020

Tudo por um pibinho

Desculpa não faltou. Paulo Guedes argumentou que o Brasil já tinha praticamente estagnado entre os governos Temer e Bolsonaro. Embanando-se com a própria narrativa de que um dólar alto seria positivo para o país, disse que a moeda americana só superaria os cinco reais caso o governo fizesse “muita besteira“. E, como não poderia deixar de ser, culpou a imprensa por mais uma cotação nominal recorde – o que carece de lógica.

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30 de março de 2020

Pode morrer 12 vezes mais brasileiros com o modelo de Bolsonaro

Luiz Henrique Mandetta tentou emparedar Jair Bolsonaro. O ministro da Saúde perguntou se “estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos“; prometeu que, enquanto for ministro, irá contrariar qualquer ordem não baseada em dados técnicos; e sentenciou que os manifestantes que participarem de carreatas contra o confinamento entrarão em quarentena em até duas semanas. Ao mesmo tempo, faltou a uma reunião de 50 ministros da Saúde com a Organização Mundial de Saúde, e pagou pedágio ao chefe ao chamar de sórdida a imprensa, o que rendeu uma resposta firme do jornalismo da Rede Globo.

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6 de abril de 2020

Adiar o impeachment de Bolsonaro é um luxo que não cabe ao Brasil

O mundo todo enfrenta duas crises: uma sanitária, em decorrência do avanço da covid-19, e uma econômica, em decorrência da crise sanitária. O Brasil, por sua vez, enfrenta três: uma sanitária, uma econômica e uma política. Com o agravante de que a política, levando a um número maior de óbitos, e a uma recessão ainda mais profunda, dificulta o enfrentamento das outras duas.

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7 de abril de 2020

Na prática, Bolsonaro sofreu uma intervenção militar

A notícia de que Jair Bolsonaro se decidira pela demissão do ministro da Saúde foi recebida nas redes sociais com cautela. Afinal, havia o risco de tudo não passar de uma mentira disseminada com o objetivo de humilhar a imprensa, uma jogada manjada do manual de Steve Bannon. Mas o terceiro ato não se concretizou, e o presidente da República não veio a público chamar de “fake news” as informações sobre a substituição de Luiz Henrique Mandetta por Osmar Terra.

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8 de abril de 2020

Bolsonaro, um presidente focado em atrapalhar o próprio governo

Na segunda-feira, a revista Veja publicou que, para forjar um cenário que justifique a demissão de Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaroliberou o núcleo ideológico vinculado ao chamado gabinete do ódio a vasculhar o passado do ministro de modo a identificar supostos pecados“. Por isso, não causou espanto quando, ontem, o Jornal Nacional reservou 77 segundos para o ministro da Saúde “condenar a enxurrada de fake news nas redes sociais sobre a doença e a atuação do Ministério da Saúde“.

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