16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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17 de abril de 2020

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

O Emílio Ribas, hospital famoso por tratar alguns dos primeiros casos de HIV do Brasil, foi o primeiro de São Paulo a ter a UTI completamente ocupada por vítimas da covid-19. No entorno de Brasília, carentes de leitos nas cidades de pequeno porte, idosos morrem solitários a até 200 km de casa. Cidades do Rio de Janeiro e Espírito Santos receberam ofícios do Exército monitorando a capacidade de sepultamentos diários. Desde o primeiro caso, o Brasil aguardou 45 dias até que fosse confirmada a milésima morte provocada pelo novo coronavírus. Para o segundo milhar, precisou aguardar apenas uma semana.

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22 de abril de 2020

Conhecereis a Verdade, parte I: menos médicos

Antes de substituir Luiz Henrique Mandetta como ministro da Saúde, Nelson Teich atuou como consultor informal da campanha presidencial de Jair Bolsonaro. É de se imaginar, portanto, que tenha participado da formulação de algumas propostas do candidato, como o credenciamento universal de médicos, a carreira de Estado para a categoria, ou a promessa genérica de fazer “muito mais” com os mesmos recursos.

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Para se blindar do impeachment, Bolsonaro aderiu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticava

No domingo, dia 19, Jair Bolsonaro protagonizou um discurso golpista em Brasília. Na terça, dia 21, o Datafolha percebeu que, em decorrência da distribuição de R$ 600 como auxílio emergencial, aquele que Carlos Bolsonaro chamou de socialista, a avaliação do presidente não vem sofrendo grandes estragos. Em outras palavras, ficou claro que, com dinheiro no bolso, a democracia que lute.

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23 de abril de 2020

Entre tirania e corrupção, escolheram tirania, e terão corrupção

Um dia após prometer gordas fatias do governo ao que há de mais questionável no centrão, Jair Bolsonaro avisou a Sergio Moro que, na semana que vem, irá retirar Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal. Ainda ontem, o presidente da República conversou com o governador Ibaneis Rocha sobre a possibilidade de Anderson Torres, secretário de Segurança do Distrito Federal, assumir a vaga.

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