9 de abril de 2020

Escutem os especialistas, ignorem os idiotas

Em meados dos anos 1950, sem o mesmo rigor trabalhado atualmente, a indústria farmacêutica estava certa de que era seguro receitar talidomida para grávidas não mais sentirem enjoos matinais. Após 8 anos, com 46 países comercializando o produto, o sedativo foi retirado de circulação. Até 1962, mais de 10 mil bebês tinham nascido com má formação nas pernas e braços em decorrência do uso da droga. Na época, como o FDA exigiu testes mais firmes, os Estados Unidos escaparam da tragédia. Mas Alemanha, Reino Unido, Austrália e Brasil vivenciaram o drama. Desde então, o caso é exemplo da necessidade dos devidos testes de laboratório antes de uma medicação ser lançada no mercado.

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13 de abril de 2020

Governistas fizeram da Páscoa uma micareta com caixões

Coincidiu de o Brasil superar oficialmente a milésima morte por covid-19 na Sexta-feira Santa. Por causa do atraso no resultado dos exames, o feito pode ter ocorrido quatro dias antes, o que só trazia mais preocupação àquele 10 de abril. Afinal, entre as 15 nações mais atingidas pelo novo coronavírus, o Brasil é a que menos testa seus cidadãos. Mas, para Jair Bolsonaro, nada disso importava.

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14 de abril de 2020

É um erro apostar em acertos de Bolsonaro

Passadas 48 horas, ficou ainda mais nítido que a entrevista de Luiz Henrique Mandetta no último domingo foi uma forma de forçar a própria demissão, algo que ele nega. No cálculo equivocado do ministro da Saúde, a queda dele faria com que milagrosamente Jair Bolsonaro se tornasse a pessoa responsável que não foi por 65 anos de vida.

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15 de abril de 2020

Com 408 mortos em dois dias, Bolsonaro segue focado na reeleição

Em “A Tormenta de Espadas“, terceiro livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo“, Tywin Lannister alerta o jovem tirano Joffrey Baratheon de que, se um homem precisa gritar que é rei, esse homem nada tem de rei. Ontem, em reunião ministerial, Jair Bolsonaro precisou lembrar os próprio ministros de que continua presidente da República. Era um recado a Luiz Henrique Mandetta, cuja demissão mais uma vez foi antecipada nas manchetes uma vez que o ministro da Saúde perdeu o apoio da ala fardada do Palácio do Planalto. A fritura está tão explícita que, na manhã de hoje, até vídeo com crítica ao próprio ministro foi compartilhado no perfil presidencial.

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17 de abril de 2020

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

O Emílio Ribas, hospital famoso por tratar alguns dos primeiros casos de HIV do Brasil, foi o primeiro de São Paulo a ter a UTI completamente ocupada por vítimas da covid-19. No entorno de Brasília, carentes de leitos nas cidades de pequeno porte, idosos morrem solitários a até 200 km de casa. Cidades do Rio de Janeiro e Espírito Santos receberam ofícios do Exército monitorando a capacidade de sepultamentos diários. Desde o primeiro caso, o Brasil aguardou 45 dias até que fosse confirmada a milésima morte provocada pelo novo coronavírus. Para o segundo milhar, precisou aguardar apenas uma semana.

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