30 de março de 2020

Pode morrer 12 vezes mais brasileiros com o modelo de Bolsonaro

Luiz Henrique Mandetta tentou emparedar Jair Bolsonaro. O ministro da Saúde perguntou se “estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos“; prometeu que, enquanto for ministro, irá contrariar qualquer ordem não baseada em dados técnicos; e sentenciou que os manifestantes que participarem de carreatas contra o confinamento entrarão em quarentena em até duas semanas. Ao mesmo tempo, faltou a uma reunião de 50 ministros da Saúde com a Organização Mundial de Saúde, e pagou pedágio ao chefe ao chamar de sórdida a imprensa, o que rendeu uma resposta firme do jornalismo da Rede Globo.

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8 de abril de 2020

Bolsonaro, um presidente focado em atrapalhar o próprio governo

Na segunda-feira, a revista Veja publicou que, para forjar um cenário que justifique a demissão de Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaroliberou o núcleo ideológico vinculado ao chamado gabinete do ódio a vasculhar o passado do ministro de modo a identificar supostos pecados“. Por isso, não causou espanto quando, ontem, o Jornal Nacional reservou 77 segundos para o ministro da Saúde “condenar a enxurrada de fake news nas redes sociais sobre a doença e a atuação do Ministério da Saúde“.

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13 de abril de 2020

Governistas fizeram da Páscoa uma micareta com caixões

Coincidiu de o Brasil superar oficialmente a milésima morte por covid-19 na Sexta-feira Santa. Por causa do atraso no resultado dos exames, o feito pode ter ocorrido quatro dias antes, o que só trazia mais preocupação àquele 10 de abril. Afinal, entre as 15 nações mais atingidas pelo novo coronavírus, o Brasil é a que menos testa seus cidadãos. Mas, para Jair Bolsonaro, nada disso importava.

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15 de abril de 2020

Com 408 mortos em dois dias, Bolsonaro segue focado na reeleição

Em “A Tormenta de Espadas“, terceiro livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo“, Tywin Lannister alerta o jovem tirano Joffrey Baratheon de que, se um homem precisa gritar que é rei, esse homem nada tem de rei. Ontem, em reunião ministerial, Jair Bolsonaro precisou lembrar os próprio ministros de que continua presidente da República. Era um recado a Luiz Henrique Mandetta, cuja demissão mais uma vez foi antecipada nas manchetes uma vez que o ministro da Saúde perdeu o apoio da ala fardada do Palácio do Planalto. A fritura está tão explícita que, na manhã de hoje, até vídeo com crítica ao próprio ministro foi compartilhado no perfil presidencial.

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16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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