23 de março de 2020

Ex-presidente em exercício

Só nos últimos três dias, Jair Bolsonaro disse que “não vai ser uma gripezinha” que irá derrubá-lo, reclamou que usam o confinamento para fazer terror, inventou que a população está sendo enganada pelos governadores, cogitou acioná-los na Justiça por ativarem o controle das fronteiras estaduais, centrou na ANVISA a decisão sobre tais restrições, e se queixou de perseguição após a Justiça Federal de Brasília determinar que o hospital que atendeu o presidente apresente a lista com todos os nomes que obtiveram um resultado positivo para covid-19.

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3 de abril de 2020

É possível derrotar a fábrica de mentiras de Bolsonaro

Acuado por semanas seguidas de panelaços, o gabinete do ódio tem trabalhado na potência máxima. No Twitter, mais da metade das mensagens favoráveis a Jair Bolsonaro são publicadas por robôs. O próprio presidente da República, como se não conhecesse as dificuldades do SUS, deu-se a dizer que desconhece no país qualquer hospital que esteja lotado. E, numa incômoda reincidência, a deputada federal Bia Kicis segue publicando notícias falsas de forma a beneficiar a narrativa presidencial.

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9 de abril de 2020

Escutem os especialistas, ignorem os idiotas

Em meados dos anos 1950, sem o mesmo rigor trabalhado atualmente, a indústria farmacêutica estava certa de que era seguro receitar talidomida para grávidas não mais sentirem enjoos matinais. Após 8 anos, com 46 países comercializando o produto, o sedativo foi retirado de circulação. Até 1962, mais de 10 mil bebês tinham nascido com má formação nas pernas e braços em decorrência do uso da droga. Na época, como o FDA exigiu testes mais firmes, os Estados Unidos escaparam da tragédia. Mas Alemanha, Reino Unido, Austrália e Brasil vivenciaram o drama. Desde então, o caso é exemplo da necessidade dos devidos testes de laboratório antes de uma medicação ser lançada no mercado.

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16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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27 de abril de 2020

Mais da metade do país concorda com o impeachment de Bolsonaro

Para o comando da Polícia Federal, Jair Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, nome de confiança que, com Carlos Bolsonaro, havia tentado montar uma espécie de “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto. Para a vaga que Sergio Moro deixou livre no Ministério da Justiça, o presidente sondou Ives Gandra Filho, e chegou a se decidir Jorge Oliveira, que atuava como secretário geral da Presidência da República, mas num passado recente chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro. Contudo, vem prometendo surpresas, e o nome de André Mendonça, atual advogado-geral da União, corre por fora como alternativa.

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