9 de março de 2020

Clima de fim do mundo

Após uma dúzia de altas seguidas, a cotação do dólar fechou a sexta-feira em baixa. Mas, desde a noite de domingo, o Brasil sabia que um tsunami financeiro viajava da Ásia ao Ocidente. Assim que os trabalhos se iniciaram nesta segunda, a moeda americana saltou de R$ 4,63 para R$ 4,79 abruptamente. As ações da Petrobras recuaram mais de 21% e, pela sexta vez na história, o Ibovespa recorreu ao circuit breaker – dispositivo que interrompe as atividades quando a baixa supera os 10% em relação ao pregão anterior.

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16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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11 de maio de 2020

O Palácio do Planalto articulou projeto do juiz que salvou Bolsonaro da apresentação do exame

Em apenas 49 dias, um site com resultados do jogo do bicho exibiu exatos 319.092 anúncios pagos pelo governo Bolsonaro. Mas essa não é a primeira vez que o sobrenome da família presidencial divide o noticiário com o jogo de azar. Adriano da Nóbrega, miliciano morto em fevereiro cujas esposa e mãe recebiam salário do gabinete de Flávio Bolsonaro, trabalhava para um bicheiro quando, nos anos 2000, passou a receber elogios públicos do pai do senador.

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18 de maio de 2020

O que PF e MPF fizeram na eleição passada

A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências”. Com essas palavras, em 15 de agosto de 2018, Sergio Moro adiou para novembro daquele ano o depoimento que Lula, na condição bizarra de presidiário presidenciável, daria à Lava Jato. A operação, segundo um dos integrantes que a chefiava, via em Jair Bolsonaro um mal menor. Faltando cinco dias para a votação do primeiro turno, contudo, o mesmo juiz federal derrubou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, uma colaboração excepcionalmente acordada com a própria Polícia Federal.

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