16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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23 de maio de 2020

Dilma e Collor caíram por MUITO menos

Na véspera, Jair Bolsonaro tinha chamado a atenção por, numa reunião com governadores, se comportar como adulto. Tudo tinha sido previamente ensaiado com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Em paralelo, Augusto Heleno surgia em manchete garantindo que as Forças Armadas não protagonizariam um golpe militar. Mas, às 15h18 da sexta-feira, o próprio chefe do Gabinete de Segurança Institucional, com apoio das Forças Armadas, rasgaria a fantasia do democrata que nunca foi, vindo a ser endossado pelo presidente da República após alguns minutos.

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25 de maio de 2020

Jair Bolsonaro há muito abandonou o combate à corrupção

Em entrevista ao Fantástico, Sergio Moro confirmou o que está evidente desde meados de 2019: Jair Bolsonaro há muito abandonou a principal bandeira de campanha, o combate à corrupção. O delegado Waldir, que chegou a liderar a bancada do PSL na Câmara Federal, foi ainda mais claro, garantindo que o presidente da República “trabalhou para impedir a prisão em segunda instância” e “ajudou a colocar o Lula em liberdade”.

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26 de maio de 2020

Jair Bolsonaro não vai se tornar democrata aos 65 anos de idade

A tarde já virava noite quando, ontem, Jair Bolsonaro soltou uma nota num tom sóbrio ainda desconhecido da parte do presidente da República. Nos sete tópicos, garantias democráticas que não precisariam ser dadas por um verdadeiro democrata. A jogada é manjada: após a arbitrariedade, vem um leve recuo que apenas serve de impulso à arbitrariedade seguinte. Mesmo assim, o texto dividiu o noticiário com manchetes nas quais os membros do STF abdicavam de processar Abraham Weintraub pela fala golpista da reunião ministerial de 22 de abril, e Celso de Mello arquivava a notícia-crime pelo uso não consentido da assinatura de Sergio Moro quando da exoneração de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal.

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28 de maio de 2020

Os chiliques golpistas de Bolsonaro já não assustam como antes

O Vakinha retirou do ar o crowdfunding de um projeto extremista que já havia arrecado mais de R$ 70 mil em doações. Contudo, o serviço vem tardando em explicar se mesmo assim a fortuna será entregue à militante que adotou como pseudônimo uma referência nazista. Trata-se da mesma criatura que, no alvo do inquérito tocado pelo STF contra a disseminação de notícias falsas, insistira nas ameaças a Alexandre de Moraes. O ministro já pediu providências à PGR, que deve mandar o caso à primeira instância visto que a dita cuja não possui foro privilegiado (ainda).

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