16 de março de 2020

Quem quer criar desordem

Jair Bolsonaro deveria ficar em isolamento enquanto aguardava por um terceiro teste de novo coronavírus. Mas, ao lado do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o presidente da República aproveitou o domingo para acompanhar a manifestação golpista que, mesmo esvaziada, pregava em várias cidades do país o fechamento do Congresso e STF. No trajeto, a dupla teve contato direto com 272 manifestantes.

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30 de março de 2020

Pode morrer 12 vezes mais brasileiros com o modelo de Bolsonaro

Luiz Henrique Mandetta tentou emparedar Jair Bolsonaro. O ministro da Saúde perguntou se “estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos“; prometeu que, enquanto for ministro, irá contrariar qualquer ordem não baseada em dados técnicos; e sentenciou que os manifestantes que participarem de carreatas contra o confinamento entrarão em quarentena em até duas semanas. Ao mesmo tempo, faltou a uma reunião de 50 ministros da Saúde com a Organização Mundial de Saúde, e pagou pedágio ao chefe ao chamar de sórdida a imprensa, o que rendeu uma resposta firme do jornalismo da Rede Globo.

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7 de abril de 2020

Na prática, Bolsonaro sofreu uma intervenção militar

A notícia de que Jair Bolsonaro se decidira pela demissão do ministro da Saúde foi recebida nas redes sociais com cautela. Afinal, havia o risco de tudo não passar de uma mentira disseminada com o objetivo de humilhar a imprensa, uma jogada manjada do manual de Steve Bannon. Mas o terceiro ato não se concretizou, e o presidente da República não veio a público chamar de “fake news” as informações sobre a substituição de Luiz Henrique Mandetta por Osmar Terra.

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16 de abril de 2020

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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22 de abril de 2020

Para se blindar do impeachment, Bolsonaro aderiu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticava

No domingo, dia 19, Jair Bolsonaro protagonizou um discurso golpista em Brasília. Na terça, dia 21, o Datafolha percebeu que, em decorrência da distribuição de R$ 600 como auxílio emergencial, aquele que Carlos Bolsonaro chamou de socialista, a avaliação do presidente não vem sofrendo grandes estragos. Em outras palavras, ficou claro que, com dinheiro no bolso, a democracia que lute.

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