13 de maio de 2020

Sergio Moro e Jair Bolsonaro disputam o controle da narrativa

Uma semana antes, por um canal governista, os primeiros detalhes adiantavam que carecia de “bala de prata” o depoimento dado por Sergio Moro à Polícia Federal. Ontem, por jornalistas que se habituaram a cobrir de perto a Lava Jato, os primeiros relatos sobre o vídeo que comprovaria a ingerência de Jair Bolsonaro na PF destacavam a descoberta da tal “bala de prata“.

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26 de maio de 2020

Jair Bolsonaro não vai se tornar democrata aos 65 anos de idade

A tarde já virava noite quando, ontem, Jair Bolsonaro soltou uma nota num tom sóbrio ainda desconhecido da parte do presidente da República. Nos sete tópicos, garantias democráticas que não precisariam ser dadas por um verdadeiro democrata. A jogada é manjada: após a arbitrariedade, vem um leve recuo que apenas serve de impulso à arbitrariedade seguinte. Mesmo assim, o texto dividiu o noticiário com manchetes nas quais os membros do STF abdicavam de processar Abraham Weintraub pela fala golpista da reunião ministerial de 22 de abril, e Celso de Mello arquivava a notícia-crime pelo uso não consentido da assinatura de Sergio Moro quando da exoneração de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal.

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28 de maio de 2020

Os chiliques golpistas de Bolsonaro já não assustam como antes

O Vakinha retirou do ar o crowdfunding de um projeto extremista que já havia arrecado mais de R$ 70 mil em doações. Contudo, o serviço vem tardando em explicar se mesmo assim a fortuna será entregue à militante que adotou como pseudônimo uma referência nazista. Trata-se da mesma criatura que, no alvo do inquérito tocado pelo STF contra a disseminação de notícias falsas, insistira nas ameaças a Alexandre de Moraes. O ministro já pediu providências à PGR, que deve mandar o caso à primeira instância visto que a dita cuja não possui foro privilegiado (ainda).

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2 de junho de 2020

Jair Bolsonaro conseguiu as 30 mil mortes, falta a guerra civil

Em 1999, Jair Bolsonaro concedeu uma polêmica entrevista ao programa “Câmera Aberta”, da Band. De uma longa sequência de absurdos, ficou na memória o trecho no qual diz que o país só melhoraria “quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil“. Depois de citar o ainda presidente Fernando Henrique Cardoso como o primeiro a ser executado, o deputado federal acrescentou: “se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente“.

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5 de junho de 2020

É preciso ser esperto e não cair nas armadilhas de Jair Bolsonaro

Um dia após Adélio Bispo esfaquear Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão foi sabatinado na GloboNews. E, como esperado, precisou explicar no 7 de setembro de 2018 a fala golpista que aniversariava naquele mês. O então candidato a vice-presidente negou que defendesse intervenção militar, mas argumentou que, no “momento em que a anarquia toma conta do país“, em que “não há mais respeito pela autoridade, grupos armados andando pela rua“, o presidente da República poderia usar as Forças Armadas na “garantia dos poderes constitucionais“. E se deu a indagar: “como é que a gente garante os poderes constitucionais? Mantendo a estabilidade? E, se um poder não consegue mais cumprir a sua finalidade, o que nós fazemos?

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