15.03.2020 – Brasília/DF – O presidente Jair Bolsonaro acompanhou, da área externa do Palácio do Planalto, em Brasília, a manifestação de apoiadores de seu governo, que está sendo realizada neste domingo (15) na capital federal e em outras cidades do país. Foto: José Cruz/Agência Brasil
16 de março de 2020 | Por Marlos Ápyus

Quem quer criar desordem

Jair Bolsonaro deveria ficar em isolamento enquanto aguardava por um terceiro teste de novo coronavírus. Mas, ao lado do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o presidente da República aproveitou o domingo para acompanhar a manifestação golpista que, mesmo esvaziada, pregava em várias cidades do país o fechamento do Congresso e STF. No trajeto, a dupla teve contato direto com 272 manifestantes.

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13.03.2020 - Brasília/DF - Jair Bolsonaro cumprimenta populares no Palácio da Alvorada.
30 de março de 2020 | Por Marlos Ápyus

Pode morrer 12 vezes mais brasileiros com o modelo de Bolsonaro

Luiz Henrique Mandetta tentou emparedar Jair Bolsonaro. O ministro da Saúde perguntou se “estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos“; prometeu que, enquanto for ministro, irá contrariar qualquer ordem não baseada em dados técnicos; e sentenciou que os manifestantes que participarem de carreatas contra o confinamento entrarão em quarentena em até duas semanas. Ao mesmo tempo, faltou a uma reunião de 50 ministros da Saúde com a Organização Mundial de Saúde, e pagou pedágio ao chefe ao chamar de sórdida a imprensa, o que rendeu uma resposta firme do jornalismo da Rede Globo.

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02.04.2020 - Brasília/DF - O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
7 de abril de 2020 | Por Marlos Ápyus

Na prática, Bolsonaro sofreu uma intervenção militar

A notícia de que Jair Bolsonaro se decidira pela demissão do ministro da Saúde foi recebida nas redes sociais com cautela. Afinal, havia o risco de tudo não passar de uma mentira disseminada com o objetivo de humilhar a imprensa, uma jogada manjada do manual de Steve Bannon. Mas o terceiro ato não se concretizou, e o presidente da República não veio a público chamar de “fake news” as informações sobre a substituição de Luiz Henrique Mandetta por Osmar Terra.

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15.04.2020 - Brasilia/DF - O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a coletiva de imprensa sobre à infecção pelo novo coronavírus. Foto Marcelo Casal Jr. / Agencia Brasil.
16 de abril de 2020 | Por Marlos Ápyus

Por puro egoísmo, Bolsonaro demitiu o ministro mais necessário

Minutos após a confirmação de 596 mortes por covid-19 em apenas três dias, a queda de braço chegou ao fim: Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde. De imediato, panelaços foram ouvidos em diversas localidades do Brasil. Se a queda de Luiz Henrique Mandetta era desejo antigo do presidente da República, o próprio ministro vinha cavando a demissão desde sábado, quando, em visita às obras de um hospital de campanha em Goiás, o chefe se deu a provocar o auxiliar criminosamente se entregando a aglomerações. “São 60 dias nessa batalha. Isso cansa“, reclamou o demitido ainda ontem em entrevista.

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14.06.2005 – Brasília/DF – O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) depõe no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Foto Marcello Casal Jr./ABr.
22 de abril de 2020 | Por Marlos Ápyus

Para se blindar do impeachment, Bolsonaro aderiu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticava

No domingo, dia 19, Jair Bolsonaro protagonizou um discurso golpista em Brasília. Na terça, dia 21, o Datafolha percebeu que, em decorrência da distribuição de R$ 600 como auxílio emergencial, aquele que Carlos Bolsonaro chamou de socialista, a avaliação do presidente não vem sofrendo grandes estragos. Em outras palavras, ficou claro que, com dinheiro no bolso, a democracia que lute.

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24.04.2020 - Brasília/DF - Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro depois da demissão do ministro Sergio Moro. Foto: Carolina Antunes/PR
24 de abril de 2020 | Por Marlos Ápyus

Há uma palavra que define quem atrapalha investigações: corrupto

Os investigadores tinham avançado de tal forma que estavam convictos de que Carlos Bolsonaro não só coordenava os ataques ao Congresso e ao STF, como tinha participação na manifestação golpista da qual Jair Bolsonaro participou no domingo passado. O inquérito aberto pelo Supremo também tinha notado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais bolsolavistas. Foi quando, segundo integrantes da Justiça e da própria PF, o presidente da República buscou interferir no trabalho. Mesmo assim, o dia de ontem fechou com um recuo tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça mediante a promessa de que Maurício Valeixo continuaria comandando a Polícia Federal.

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24.04.2020 - Brasília/DF - Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR
27 de abril de 2020 | Por Marlos Ápyus

Mais da metade do país concorda com o impeachment de Bolsonaro

Para o comando da Polícia Federal, Jair Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, nome de confiança que, com Carlos Bolsonaro, havia tentado montar uma espécie de “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto. Para a vaga que Sergio Moro deixou livre no Ministério da Justiça, o presidente sondou Ives Gandra Filho, e chegou a se decidir Jorge Oliveira, que atuava como secretário geral da Presidência da República, mas num passado recente chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro. Contudo, vem prometendo surpresas, e o nome de André Mendonça, atual advogado-geral da União, corre por fora como alternativa.

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